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Aluguel cai 1,16% em dezembro e deve seguir tendência de queda em 2024, diz FGV

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O mercado de aluguel residencial no Brasil experimenta sua maior queda em três meses, indicando uma tendência de declínio que pode persistir em 2024, impulsionada por fatores sazonais e projeções de taxas de juros mais atrativas para financiamento imobiliário.

Foto de Joel Gomes 

Em uma reviravolta significativa para o mercado imobiliário, o aluguel residencial no Brasil registrou sua maior queda em três meses, de acordo com dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV Ibre). André Braz, coordenador dos índices de preços da FGV Ibre, afirma que a tendência de declínio pode persistir ao longo de 2024.

A queda expressiva de 1,16% em dezembro do ano passado marca a maior retração desde setembro, embora Braz destaque que parte desse declínio pode ser atribuída a fatores sazonais. Reajustes em contratos de locação tendem a ser menos frequentes no último mês do ano, como aponta o coordenador.

“Diferente de janeiro, quando normalmente se ajusta aluguel”, acrescentou Braz. No entanto, mesmo considerando essas variações sazonais, a perspectiva é de uma trajetória descendente para os valores de locação ao longo deste ano.

Na análise das principais capitais, a passagem de novembro para dezembro revelou desaceleração nas variações de aluguel em cidades como São Paulo (de 5,48% para 4,89%) e Rio de Janeiro (de 9,27% para 8,27%). Em contrapartida, Belo Horizonte e Porto Alegre apresentaram acelerações em suas taxas, respectivamente, de 10,26% para 11,53% e de 6,66% para 7,73%.

Mesmo com uma taxa menor na evolução mensal, o Índice de Variação de Aluguéis Residenciais (IVAR) acelerou na taxa acumulada em 12 meses, de 7,4% para 7,46%, de novembro para dezembro. Braz esclarece que esse fenômeno é parcialmente explicado por um efeito estatístico, removendo um recuo específico de dezembro de 2022 da série de 12 meses.

No entanto, Braz sugere que, para janeiro, a expectativa é que a taxa em 12 meses volte a cair, apoiada por efeitos estatísticos adicionais. Em janeiro de 2023, o indicador subiu 4,2%, mas o especialista prevê que o aumento em janeiro de 2024 será menos expressivo, em torno de 4%.

O coordenador enfatiza a importância de observar o ritmo da taxa básica de juros (Selic) para compreender a tendência de locação em 2024. Com o Banco Central mantendo uma sequência de cortes na Selic desde o segundo semestre do ano passado, espera-se que os juros de financiamento imobiliário se tornem mais atrativos ao longo deste ano.

Braz destaca que a redução nos juros pode incentivar mais pessoas a optarem pela compra de imóveis em vez de permanecerem no mercado de locação. Isso, por sua vez, poderia criar um cenário de maior procura que oferta, influenciando negativamente os preços de locação ao longo do ano. O coordenador ressalta que, em alguns casos, a taxa de juros de financiamento imobiliário é tão elevada que “dá para comprar dois apartamentos”, levando muitos a preferirem continuar no aluguel. No entanto, com a expectativa de juros menores em 2024, o equilíbrio entre compra e locação pode se modificar significativamente.

Fonte: Valor Econômico

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